O segundo diário visual de junho foi muito especial. Pedimos pra vocês mandarem seus altares: um espaço dedicado a algo ou alguém que você ama religiosamente e intensamente. Queríamos receber manifestações físicas desses sentimentos intensos, e foi exatamente isso que recebemos. As contribuições mostraram como pessoas diferentes externalizam essa devoção em tipos distintos de suporte: uma parede no quarto (que ao longo dos anos foi tomada por imagens amadas), uma página de um diário que expressa perfeitamente a obsessão por algo, uma estante que expõe objetos importantes e memórias personificadas em miniaturas, ou até um altar portátil que carrega imagens de devoção.

Foi lindo poder ver o amor das pessoas em retratos de animaizinhos queridos que já se foram, imagens religiosas de fé, ídolos, paixonites, personagens queridos, coleções de objetos e todo tipo de presentes recebidos em momentos especiais ao longo da vida.

Esperamos que esse post seja um incentivo à qualquer pessoa que também deseje expressar suas adorações em um cantinho qualquer, um lugar confortável onde você possa despejar suas felicidades e suas mágoas, e se sentir acolhido por algo que você mesmo construiu.

Agora apreciem esses cantinhos de devoção:

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Minha religiosidade são várias coisas. E uma grande parte dela é a ideia de que se você quer muito algo não faz mal pedir Ajuda. Algo superior que pode interferir de Alguma maneira fora do meu léxico de meras habilidades mortais. E os altares são uma forma de materializar isso, uma forma de lembrar nossas devoções e pedidos a nos mesmos. No meu quarto ou na minha bolsa. Toda vez que eu olho, ornamento, acendo a vela, eu exercito essa manutenção que tem origem nesse pedido ou em uma vontade muito grande. O uso do ato de lembrar como prática religiosa pra que aquilo que eu quero se concretize. É por que é assim que se constrói maioria das coisas, com o hábito, e graças aos altares isso é possível : ) 

E outra coisa muito especial dos altares é a junção disso tudo (espiritual, amoristíco) com a criação artística, e vira uma coisa difícil de definir. Os seus pedidos ou ídolos (Jesus Cristo ou a Björk ou o Kendall roy) te lembram de Algo que você gosta muito ou te inspiraram em um momento chave e o altar é a tentativa de materializar esse momento e sentimento abstrato usando criatividade.

– Catarina, @catarinaondulata

esse é meu altar, pros dois grupos de kpop q eu mais amo no mundo aespa e new jeans (infelizmente não tenho nada do loona ainda, que são minha família a 8 anos, mas em breve elas tbm vão estar sendo ovacionadas nesse pedacinho do meu quarto). já fazem quase 10 anos q eu entrei pro kpop e acho q estaria perdida ainda na vida se não tivesse encontrado essa comunidade, com ela eu conheci diversas pessoas tanto online quanto off, aprendi oq era o amor puro e genuíno de fã, e obsessão! se não tivesse meus grupos pra me acompanhar nas piores (e nas melhores) fases da minha vida, se não pudesse entrar no meu fc e me desvincular de toda dor q eu passava no mundo real, acho que nem estaria viva hj. sou muito grata por poder amar e ser amada por cada uma das minhas meninas ໒꒰ྀིᵔ ᵕ ᵔ ꒱ྀི১ 
maia, @internetmorta

aqui eu guardo minha cabeça e meu coração

quando olho minhas coisas eu me vejo

– anônimo

meu cantinho, altar de umbanda, ainda em formação. muito axé <333
– Jade Aquino, @jadeaqn

me identifiquei muito com o tema desse mês, e desse diário visual em específico, porque trato meus objetinhos e símbolos com muito carinho.. registrei quatro altares diferentes no meu quarto, na minha mesinha fica o #1 para o meu amor, em cima do pote de pokémons é o altar de conchas que ele confeccionou pra mim quando começamos a nos gostar, foi o primeiro presente que ele me deu, o coelhinho saleiro da avon 1983 de cerâmica (my most prized possession..) foi o segundo!! o coelhinho pequeno veio num doce japonês que comi junto dele. o bibelô garimpei sozinha e relacionei a ele, posicionei os anjinhos em adoração ao altar.. e por último, um porta-coisa do coringa que ele me deu… O #2 é meu altar para o snoopy, que foi tomado por outras criaturas também, cada uma tem sua singela história!! confesso que tem mais pó neles do que eu gostaria. No #3 podemos ver minha parede de bilhetes e cartinhas, eu amo reler e olhar, me sinto querida… e ali em cima, cortado, é um desenho que uma criança fez pra mim, o debaixo e o print do lado também foram obras de crianças!! se for ver, é o altar das artes infantis… Por último, #4 é o altar que fiz pra mim mesma com papelão e biscuit! e atrás dá pra identificar mais cinco versões de mim… eu amo eu e eu amo amor!!!

– Pietra Coelho, @piecoelho

Desde de pequenina sempre fui apaixonada em coleções, procurava um canto no meu quartinho pra acumular minhas coisas e ver crescendo ao longo do tempo. As texturas e cores mudam com a idade e as casas, mas vai sempre puxando um pouquinho de quem eu sou naquela estação. Hoje me encontro apaixonada com o que uma luz amarela pode proporcionar e os tons terrosos que me remetem a cerrado e casa.
– Mell Garcia, @itsmellua 

o diário é meu, eu faço o que eu quiser com ele… e eu quero ocupar 2 páginas com fotos do damon albarn!

– anônimo

Considero meu altar boa parte do meu quarto, onde guardo recordações e inspirações em todo seu interior. É algo que está em constante mudança e transformação, mas sua parte principal consiste em meus livros de literatura clássica favoritos e alguns escritores em minhas paredes, além de imagens esteticamente bonitas!!

– yasmin, @csrolinas

#minionmania
– anôminion
escultura apolo e dafne (presente do meu amor), pilha de livros já lidos, castiçal de rosas com vela de lavanda, discman, foto de cabine com pi, santinhos e quartzo rosa.
– cindy, @ccogumelo

meu mini altar, que fica nessa prateleira na cabeceira da minha cama, são bichinhos/personagens/cacarecos em miniatura que eu ganhei de pessoas queridas ou em momentos mto especiais. eu gosto de ver eles logo que acordo e antes de ir dormir, já é automático na minha cabeça olhar e lembrar de cada pessoa que me deu cada um deles… de certa forma eles são uma representação dessas pessoas que eu amo ❤ e acho que isso funciona bem como um altar… (desde pequena eu gostei de colecionar mini brinquedos, tinha uma coleção gigante de surpresas do kinder ovo que deixei numa estante bem maior que essa por muito tempo da minha vida…)

– gabi mello, @gabrielamxllo

um pequeno cantinho na minha escrivaninha para celebrar a vida da nina, minha primeira cachorra — que faleceu, já velhinha, no ano passado. do lado da imagem dela, deixo alguns livros de cabeceira (pra me lembrar de ler em algum momento da vida), os dvds da série girls, e um pratinho japonês que uso como porta jóias. tanto o porta-retrato quanto a cruz e o pratinho foram encontrados em bazares perto de casa, e a vela foi presente de aniversário da minha irmã. gostei muito de achar esse porta-retrato, porque ele me faz lembrar do tempo que estive com ela e de todos os momentos bons que vivemos juntos. all dogs go to heaven ❤

– vini crepaldi, @viniciuscrepaldi

altar de bolso com pequenos tesouros que para mim são como objetos mágicos (e uma foto do al pacino jovem, porque acho ele muito fofo). quando fui tirar foto dele, quis incorporá-lo no que tem sido meu verdadeiro altar nos último anos – minha mesinha de cabeceira em que deixo minhas pinturas que mais amo e cacarecos deixados pela minha vó. todas as minhas obsessões passam por esse cantinho e descansam por algumas semanas ali, então ele se tornou muito mágico e especial para mim.

*bônus: meu pequeno retrato do jeremy strong que colei na minha parede dentro de uma caixinha de fósforo quando a última temporada de succession tava no ar… fui obcecada por essa série por muito anos, e no final decidi que ele era meu favorito (junto do roman!). eu escondia uma PDS atrás dele, e uns meses depois, quando conheci meu namorado, substitui o kendall por uma foto 3×4 do meu amor.

– dressa, @dressaarchive

esse cantinho bem na entrada do meu quarto é o mais próximo que tenho de um altar… uma estante que era da minha vovó, meus livros favoritos, e acima deles coloquei uma pintura que fiz da virgínia woolf quando comecei a ficar obcecada com os livros dela. uma vela no formato de um busto de sappho, e outras velinhas numa folha de cerâmica que fiz dois anos atrás numa aula experimental (acendi muitas nesse verão quando a luz caia praticamente toda semana), e abaixo dessa folha enfeitei com uma rendinha de crochê que minha vovó fez muitas décadas atrás. na parede pendurei outra pintura minha com a minha lesbian icon favorita – emilia fart!!! quem sabe, sabe… tenho muitas lésbicas e sáficas nessa estante que me ajudaram muito quando precisei. acho que o altar é pra elas. (tem um quadro do poster do ‘retrato de uma jovem em chamas’ caído atrás da estante). mwah

– jé, @jejearte

amo as minhas caveirinhas (⁠ ⁠˘⁠ ⁠³⁠˘⁠)⁠ ❤
– Avel 🙂

– anônimo

Esse pedacinho do meu quarto é ocupado com um pouco das várias coisas que aquecem meu coração, então posso dizer que encontrei nele o meu altar. 
Livros que comprei em um sebo na minha cidade (foi no meu primeiro date com meu namorado), polaroide com a Yumi minha pequena, fotinha 3×4 do meu amor bem novinho + casa assombrada que ganhei dele de aniversário, photocard do Heeseung, um pedaço de um pôster do Newjeans, coelhinho de pelúcia, o Finn e o Jake, hora de aventura foi e sempre será um lugar seguro para mim.
– kamy, @kamyabade

Compartilho aqui com vocês o singelo altar que montei em meu quarto para Radha e Krishna – o supremo casal que compartilha passatempos transcendentais – cujo cantar de seus santos nomes tiram a poeira acumulada no coração de vidas e vidas passadas. Para essa tradição milenar, Deus é ao mesmo tempo homem e mulher, são algo separado e ao mesmo tempo são um só, como a flor e seu aroma não são diferentes. Nesses últimos dois anos eles roubaram meu coração e através do Bhakti Yoga, ou ciência da devoção amorosa, busco me render cada dia um pouco mais para aquilo que acredito ser a fonte de tudo que é bom nesse e em outros mundos. Esse conhecimento só chegou a mim porquê em 1965 Srila Prabhupada veio para o ocidente já idoso, com quase nenhum dinheiro e conseguiu fundar 108 templos no mundo todo, até 1977, quando morreu. Para quem quiser aprender mais, sugiro os site voltaaosupremo.com e vedabase.io, também o filme ‘Hare Krishna! O Mantra, o Movimento e o Swami que começou tudo’ (título original: Hare Krishna! The Mantra, the Movement and the Swami Who Started It All) e o álbum brasileiro ‘Canção do Divino mestre’ que tem participação do Gilberto Gil, Gal Costa, Cássia Eller, Chico César, Tom Zé, Belchior etc.

Hari Bol ♡(⁠人⁠ ⁠•͈⁠ᴗ⁠•͈⁠)✿˙⁠❥

– anônimo

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FIM

Muito obrigada aos leitores pelas contribuições lindas de junho ❤

ATENÇÃO: vamos manter as contribuições para esse post abertas até o fim desse mês! Se quiser que seu altar seja adicionado a esse post é só nos enviar pelo email (arquivoblush@gmail.com), com “Diário Visual #2” no assunto.

Uma resposta para “🕯 cantinhos de devoção 🕯”.

  1. um mais lindo que o outro

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