tava vagando pela minha galeria enquanto montava a colagem do tema do mês da blush e percebi a quantidade de fotos de vultos e de mulheres com vestidos longos e esvoaçantes que eu tinha no meu celular. percebi também o quanto encontrei conforto nessas imagens, por motivos que tentarei explicar abaixo. talvez, de todas as possíveis estéticas, nichos e criaturas mágicas que existem por aí, essa seja a que mais me identifico. ok. vamos ao just #ghostgirl things:

☆ não querer ser vista: usar roupas largas e sobreposições como se estivesse sempre se protegendo do mundo ou escondendo camadas de quem você realmente é. às vezes não queremos atenção. há um grande conforto em escapar dos olhares alheios.
☆ dar ghosting: não é preciso explicar muito. algumas pessoas têm dificuldades em responder mensagens e muitas vezes preferem ir desaparecendo aos poucos… até não dar mais nenhum sinal de vida… não é algo para se orgulhar, mas, se formos falar de reações naturais e espontâneas, essa é a mais comum entre pessoas fantasmagóricas.

☆ desaparecer em festas: desaparecer silenciosamente e voltar pra casa sem que ninguém perceba que você já se foi… as vezes você não consegue superar a indiferença sobre dar perdido no seu grupo </3 se for um encontro a dois, sua companhia será arrastada de volta pra casa junto, de alguma forma.

☆ ouvir broadcast e grouper: a melhor trilha sonora fantasmagórica.
☆ andar sozinha à noite: amar encontrar uma rua tranquila e ficar vagando, olhando a lua, correndo atrás de gatinhos.



☆ se sentir mais confortável nas entrelinhas: preferir o que é implícito, o que não é dito, o que fica no ar… amar sutilezas.
☆ falar baixo: é como se suas palavras fossem destinadas ao vento ou a qualquer outra coisa, e não às pessoas…

☆ acordar às 3 da manhã: sentar na cama, ouvir o silêncio ensurdecedor e sentir que o mundo todo dorme enquanto você está mais acordada do que nunca. hora de fazer qualquer outra coisa ao invés de dormir (talvez. ficar rodopiando pela casa).
☆ ter uma gaveta de cadernos incompletos: pensamentos começados e abandonados, esboços de ideias que nunca foram até o fim, cartas não enviadas… apenas 20/96 páginas usadas.

☆ mãos geladas: talvez seja sintoma de ser uma mulher fantasma, talvez seja só anemia… who knows…
☆ viver na memória: flutuar nos pensamentos dos outros, sem estar presente de fato… apenas como uma lembrança nebulosa. as pessoas que passaram pela sua vida não têm ideia de por onde você anda, e isso cria uma aura misteriosa ao seu redor.
☆ não sentir necessidade de se explicar: seja para estranhos ou para as pessoas da sua vida, há uma liberdade imensa em não sentir obrigação de justificar suas ações. oh, meu deus, que preguiça de ter que explicar qualquer coisa! mas, conforme vamos crescendo, entendemos a importância de abrir mão dessa defesa. percebemos que, apesar de parecer fantasmas às vezes, ainda somos pessoas vivas, somos amadas, e estamos presentes na vida daqueles que importam. então, sim… às vezes vale a pena compartilhar um pouquinho, mesmo que só para lembrar que não estamos flutuando sozinhos por aí. aff.







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