oi oiii!
voltamos hoje – finalmente – com a expo blush de abril, uma edição muito especial: comemoramos 1 ano da blush (!) com o tema que talvez mais diga quem somos: blushing.
como escrevemos na chamada:

e recebemos trabalhos sensíveis, ousados, sinceros – obras que sangram, escorrem, escapam.
e já que é aniversário, a gente também traz trilha sonora. uma música que é quase um hino secreto da blush: remember blushing da charles.
(usada também no nosso vídeo exposto na disco deriva irl – e perfeita pra ouvir enquanto você scrolla por essas artes.)
bem-vindos à expo blush collab de abril :]

magu bistafa, 2024
aquarela e impressão de tecido


mai estrela, 2023
fotografia digital






em estado de maravilhoso espanto
arissa oda, 2024 – hoje
peças de roupa íntima embebidas em resina epóxi e sustentadas por ganchos de açougue
66 cm x 66 cm


pedro lacerda, 2025
caneta nanquim colorida, lápis e pintura a dedo usando giz pastel
21 x 29,7 cm


jéssica constantino, 2021
acrílica sobre tela



thaís luz, 2024
tinta acrílica sobre tela
20 x 30 cm


sofia lentilha, 2024
giz de cera sobre guardanapo
desenho psicodélico feito com a textura do jogo americano de um restaurante de massas que eu fui







marina elisei, 2023
quatro experimentações com maquiagem vencida; blush entre camadas de base, corretivo, blush líquido e esmalte



sol, amame otra ves
beatriz sabino, 2025
colagem digital


giuggi calloni, 2024
fotografia digital
conceito: um ritual coletivo e silencioso, onde amantes, anônimos e passageiros demarcam, como folhas soltas ao vento, as intenções que evocam o ser amado – não para desafiar o esquecimento, mas para coexistirem caoticamente dentro dele.


marcelle torres, 2024
pintura digital


yohanna nitsche, 2025
fotografia digital
no exato momento em que tirei essa foto, vazou. escorreu pelas minhas pernas o líquido denso. beleza do instante, pintando o chāo de vermelho. it happens sometimes.




giovanna, 2024
maquiagem artística, fotografia e projeção
o tema do mês ser blushing me leva para o primeiro lugar que acredito que a maioria iria, a maquiagem. e talvez eu esteja sendo ingênua em acreditar que grande parte das pessoas iriam fazer essa conexão mas essa ingenuidade mostra muito de mim e da importância em que a maquiagem tem para mim. além de uma ferramenta estética, a qual eu gosto e uso muito, ela se mostrou, durante minha adolescência, como uma ferramenta psíquica, uma real plataforma e forma de espaço para meu entendimento do Eu. o tipo de maquiagem que eu faço se encaixaria no que se chama de maquiagem artística, aquela que, para mim, parte de um lugar da abstração do ser, de usar o rosto, a superfície que guarda o cérebro, a central das sinapses, para expressar o que você sente, e para mim, essa é uma experiência transgressora, é sobre estabelecer limites e vazar sobre eles. a obra que eu escolhi para essa expo diz muito sobre o charme no erro, especificamente sobre a luz que saiu do meu controle. na maquiagem, fiz pinturas que remetessem a estrutura de músculos do rosto humano, trazer para fora o que está limitado pela pele, e ao fim da maquiagem fiz o que eu mais gosto de fazer, brincar com a luz na fotografia. projetei videos no meu rosto que confesso que não assisti eles, eram apenas águas coloridas, e deixei no meu rosto e apenas fui me fotografando, me soltando sobre a cobrança da minha própria imagem e ouvindo minhas músicas, deixei me espalhar. essa experiência me gerou uma série de fotos que eu digo ser composta pelos meus autorretratos favoritos. as luzes e rastros que se formaram são como sonhos meus, nem se eu tentasse eu conquistaria aquilo.
sentir é um puro ato de transgressão.



laura grubba, 2023
óleo sobre madeira
10 × 5 cm


alice machado, 2025
ilustração digital


jou gimenes, 2022
colagem analógica

obrigada a todos que enviaram, compartilharam, indicaram, se aproximaram.
a blush só acontece porque vocês continuam aqui – criando, confiando, tocando esse espaço com presença e afeto.
que as cores sigam vazando pelas bordas, mês após mês.
com carinho,
equipe blush




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