oii! essa lista de hoje me acompanha há muito tempo – desde antes da blush, antes até de eu saber que um dia teria onde publicá-la. pensei nela muitas vezes como quem pensa em uma conversa impossível: queria que minhas amigas lessem esses livros pra me entenderem melhor. ou, quem sabe, pra se reconhecerem também. são livros sobre desejo, mas não exatamente sobre romance. desejo como fome, como falta, como espera. textos que tratam do que sobra quando a paixão não se encaixa em nenhuma forma bonita – quando ela vira sintoma, delírio, vergonha. às vezes tudo isso junto. não é sempre erótico, mas passa perto. às vezes nem chega a ser amor.
reuni aqui algumas dessas leituras que mais me atravessaram nos últimos anos. todos escritos por mulheres. todos, de algum jeito, me explicam.

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so sad today
melissa broder, 2016

i do not trust the universe to provide enough of anything to fill my apparently bottomless hunger.

escrito por melissa broder – que antes disso era apenas a voz anônima por trás da conta @sosadtoday no twitter – o livro surge como uma continuação natural desse espaço. há quase 10 anos atrás melissa antecipou o que muitas jovens autoras que migraram para o substack tentam fazer hoje: transformar tweets em ensaios curtos, viscerais e frequentemente desconcertantes.

ela escreve sobre vícios, sexo, codependência, morte, espiritualidade e a busca desesperada por alívio. tudo isso com um humor cortante e uma poesia suja, íntima, carregada de autoconsciência. 

li esse livro aos 19 (e terminei só aos 21, entre idas pra rua, crises de ansiedade e a falta de um hábito de leitura consistente) e foi uma experiência que me atravessou mais do que percebi na época – e que até hoje recomendo a todas minhas amigas que se interessam por narrativas femininas contemporâneas, destemidas e sem concessões (no mesmo espectro de girls hbo). tem algo de muito raro em como ela se entrega. ela não escreve pra ser admirada ou perdoada. escreve como quem não tem escolha. como quem já cansou de fingir que tem tudo sob controle. e, de alguma forma, é acolhedor. 

meus capítulos preferidos foram os que orbitam o amor, sobretudo os que exploram a ilusão do encontro romântico como solução mística para o vazio existencial. quando li, estava digerindo meu primeiro término, ainda convencida de que ninguém nunca tinha sentido aquilo antes. e encontrar na escrita da melissa uma confissão tão despudorada desse desejo de ser tomada pelo outro foi estranhamente reconfortante. no capítulo Love Like You Are Trying to Fill an Insatiable Spiritual Hole with Another Person Who Will Suffocate in There (todos os títulos seguem esse humor autofágico), ela articula essa carência com lucidez. foi a primeira vez que percebi que aquela dor que parecia inédita no meu corpo já foi sentida por milhares de outras pessoas. e também percebi algo que tenho carregado desde então: que uma das melhores coisas a se fazer na juventude é ouvir mulheres com o dobro da sua idade, que você admira, dizendo – com toda a inteligência e beleza possível – que também já estiveram ali. você entende que essas situações não são o fim, e que vai enfrentá-las muitas vezes mais. ;p

é como uma conversa que começa em risadas e termina em silêncio, olhando pro teto. tem passagens que dão vontade de sublinhar e outras que dão vontade de fechar o livro e respirar fundo (como no capítulo que ela fala sobre fetiche em vômito…………….)

so sad today é um livro que me entendeu. e que eu entendi também. uma troca íntima, quase secreta. não resolveu nada, mas me fez companhia.

You think your pain and your heartbreak are unprecedented in the history of the world, but then you read. It was books that taught me that the things that tormented me most were the very things that connected me with all the people who were alive, who had ever been alive.

James Baldwin 🙂

#bitches that SHIT #sadgirlsunite #íntimo #engraçado #a amo de verdade 

eu em 2020 por algum motivo

eros, o doce-amargo
anne carson, 1986

safo foi a primeira a chamar eros de ‘doce-amargo’. ninguém que já se apaixonou discorda.

a partir desse paradoxo, anne carson investiga o desejo como força que nasce da ausência – entre o amante, o amado e o espaço entre os dois. unindo filosofia, poesia e crítica literária, ela percorre textos de safo e platão para mostrar que amar é lidar com a tensão entre o que se quer tocar e o que escapa. eros não é só prazer ou dor, mas o motor do pensamento, da linguagem, da criação. nesse livro que é também uma paixão intelectual, carson mostra que o amor é sempre uma forma de triangulação – e nunca acontece no repouso.

a escrita de anne carson e sua obstinada investigação do eros para além das histórias convencionais de amor me prenderam e li e reli com fascínio durante o último ano. como uma #realyearner esse livro foi a bibliografia que eu precisava para intelectualizar o que arde dentro de mim e que me consome no dia a dia.

com o tempo, percebi que o eros não se limita ao campo amoroso – ele transborda. está no impulso que move minhas leituras, nas amizades que cultivo, nos desejos de trabalho, nas vontades que ainda não entendo bem. é essa inquietação que atravessa tudo, o desejo de desejar, o pensamento em movimento. 

100000/10 indicaria esse livro para as #realyearners que vivem em constante busca seja por sentido, por conhecimento, por intensidade emocional ou mesmo por respostas que talvez nunca existam. 

#teoria #linguística #desejo é #distância #10000 estrelas

bad behavior
mary gaitskill, 1988

bad behavior, da mary gaitskill, entrou nessa lista porque sim fala de desejo e de busca – mas de um jeito mais áspero, desencantado e carnal. nos contos do livro, os personagens estão sempre tentando alguma forma de conexão: às vezes através do sexo, da submissão, ou de jogos de poder meio inexplicáveis.

o que me prende é como gaitskill escreve essas figuras de forma quase cruel. elas são difíceis de gostar, muitas vezes humilhantes, às vezes até repulsivas. e mesmo assim, há algo nelas que nos obriga a olhar mais de perto. embora perdidas ou aparentemente insignificantes, carregam uma vida interior tão densa que se tornam impossíveis de ignorar. você termina um conto com a sensação de ter sido empurrada para dentro da cabeça de alguém que jamais escolheria conhecer – e de reconhecer que talvez não sejamos tão diferentes assim.

gaitskill tem uma forma muito própria de tensionar o erótico e o emocional, o grotesco e o sensível. há quem tente fazer isso hoje para parecer edgy, mas acaba apenas replicando violências sem reflexão. gaitskill, escrevendo nos anos 80, faz algo bem mais subversivo: investiga com frieza as estruturas de poder, as dinâmicas do desejo, as tensões entre sexo e linguagem, dor e afeto. seus contos não são moralistas nem puramente provocativos – são estudos de caso sobre o que há de mais incômodo na intimidade contemporânea.

faz alguns anos que li esse livro, mas os contos connection, trying to be e other factors estão marcados com um asterisco no título, então provavelmente foram os que mais gostei. menção honrosa para secretária, que deu origem ao filme de 2002 com maggie gyllenhaal e james spader (o conto é bem mais sombrio e bem menos romântico do que sua adaptação).

menção honrosa também pra essa foto de capa que tanto amo…

#contoseróticos #leituranãoterapêutica #euentendi

henry and june:
the unexpurgated diary of anaïs nin, 1931-1932

ler o primeiro volume dos diários de anais nin na versão original foi uma experiência legal. ela é eloquente e sensível e tive muitas frases para marcar pensando isso é muito eu. mas só depois de terminar esse volume descobri as edições não censuradas. o que muda tudo.

o livro que escolhi pra essa resenha – e o único dos “não expurgados” que li até agora – é henry & june. ele cobre o período entre 1931 e 1932, quando nin vive um dos triângulos afetivos mais célebres da história literária moderna: sua relação intensa, ambígua e muitas vezes contraditória com o escritor henry miller e sua mulher, june. o diário atravessa obsessões, desejos, fascínios intelectuais e uma busca fragmentada por identidade – tanto literária quanto sexual.

anais se divide entre o amor gentil pelo marido, hugo (quase apagado na versão original, editada), e a paixão ardente por henry e june. há algo de febril na maneira como escreve: tudo é vivido com os sentidos à flor da pele, mesmo quando descreve uma janela aberta ou o modo como a luz entra num quarto parisiense. há uma estética do excesso, da atmosfera, como se a vida fosse acima de tudo material para a escrita. essa ambientação é uma das coisas que mais me encanta. as roupas, os cafés, os apartamentos em paris. o mundo antigo descrito por alguém que teve o privilégio (e o ego) de viver uma vida fina de forma tão intensa.

mas ao mesmo tempo em que encanta, anais também cansa (se você for cínica como eu. ou estiver num dia difícil). há algo de narcisista e por vezes exaustivo na forma como ela se vê, se analisa, se projeta sobre os outros. ela mostrava seu diário às próprias pessoas com quem se envolvia como se seduzisse também pela narrativa que criava sobre si mesma. e, ainda assim, é interessante. talvez a beleza esteja aí: a escrita como forma de sedução, o jogo consciente entre vulnerabilidade e construção de persona.

os diários não expurgados revelam uma mulher complexa, (de certa forma) feminista mas também contraditória, vulnerável, ousada. alguém que viveu à margem do que se esperava de uma mulher em sua época e que por isso mesmo ainda parece tão atual. é um diário mas também uma performance da própria existência.

#diário #maincharacter #pegouopsiquiatra

uma aprendizagem ou o livro dos prazeres
clarice lispector, 1969

esse livro da clarice não é sobre sexo (como eu pensei por um momento antes de ler), mas sobre tudo que vem antes disso. é sobre uma vida inteira antes desse momento.

a história acompanha lóri, uma jovem que conhece ulisses, um professor de filosofia que propõe uma espera antes de qualquer relação sexual. a ideia é amadurecer antes da entrega, para que ela seja inteira, sem dúvidas. antes o sofrimento legítimo que o prazer forçado.

o processo é lento e não linear. espiritual, introspectivo, denso e lindo. são tantas questões, tantas dúvidas sobre si mesma e sobre o mundo ao redor. tudo isso precisa ser atravessado antes que lóri possa enfim se entregar ao amor e ao prazer como ulisses pede, quase como um farol: queria que você, sem uma palavra, apenas viesse.

naturalmente chega um momento em que tudo o que ela sente se revela simples. acho isso bonito. como é bom conversar com alguém que quer te entender.

é desse livro que vem uma das passagens mais conhecidas da clarice. e talvez uma das mais citadas, com razão:

uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer.

Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi o apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.

uma aprendizagem ou o livro dos prazeres é uma obra existencial, sinestésica, íntima. provavelmente teria me tocado ainda mais aos dezoito, no começo da minha própria aprendizagem. já me vi como lóri. passei muitos momentos insistindo em tentar entender algo que talvez nem tenha resposta, paralisada pensando na própria existência.

#viverapesarde #etéreo #lindo #favorito

enervadas
chrysanthème, 1922

será ser “enervada” ter-se vontade de beijar um médico moço e bonito que nos visita na intimidade do nosso quarto, que nos apalpa e nos ausculta com carinho e a quem nós confessamos os nossos gostos, os nossos sonhos, os nossos temperamentos? certamente que não. isso é ser-se humano e mais nada.

publicado em 1922 sob o pseudônimo de chrysanthème – nome literário de maria cecília bandeira de melo vasconcelos – enervadas é um romance raro, quase esquecido, que por muito tempo existiu apenas em um exemplar guardado no real gabinete português de leitura, no rio de janeiro. foi resgatado quase um século depois pela editora carambaia num gesto que, pra mim, vai além do literário: é político. devolver essa voz ao presente é lembrar que outras mulheres já pensaram, desejaram e escreveram com essa força muito antes de nós.

o livro acompanha lúcia, uma mulher diagnosticada com “enervação” – um termo inventado pra tentar conter sua inquietude, seu desejo, sua modernidade. uma rapariga da moda, como ela mesma diz. feminista, apaixonada, cheia de contradições, cercada de amigas que compartilham o mesmo espírito insubmisso.

comecei a ler com a sensação estranha de que esse livro tinha vindo até mim… como se fosse feito sob medida para mim, uma moça moderna (!). mesmo sendo um livro escrito há cem anos, ele é absurdamente atual – as angústias, os desejos, as frustrações, as ironias. (quando me reprimo, pareço uma burguesa frustrada dos anos 20? certas dores e inquietações não têm época.) e é tão glamouroso e sexy! tem uma textura deliciosa que dá para sentir o cheiro das flores molhadas, o toque do peignoir na pele, as cenas de tango, o sabor meio amargo do vinho na boca, e a sombra do tédio elegante da alta sociedade carioca. um tédio habitado por desejos reprimidos, raiva disfarçada e a exaustão de quem já cansou de tudo mas ainda deseja mais e mais e mais. ferida pela vida mas sempre palpitante por ela.

[fiquei meio histérica lendo a parte em que lúcia conhece um viúvo que virou padre a pedido da esposa, no leito de morte. o rancor da morta por não querer compartilhar seu homem nem depois de falecida foi tão engraçado meu deus. que moça boba.]

preciso que livros assim continuem reaparecendo na nossa frente. de novo. e de novo.

#glamour #1920 #preciosidade #nacional

paradise logic
sophie kemp, 2025

não costumo ler lançamentos nem autoras da minha faixa etária (tenho uma vontade maior em entender pessoas mais vividas. mais sofridas. mas dessa vez resolvi dar uma chance. lançado esse ano (!) paradise logic acompanha reality kahn: uma jovem em busca de ser a melhor namorada de todos os tempos. a quest so great, so bold. meio surreal e desesperada também. mas foi essa premissa que me chamou a atenção – junto com a capa pós-irônica e confiante.

reality tem 23 anos, faz zines, é atriz de comerciais de parques aquáticos, e recebe conselhos de uma antiga revista feminina, girlfriend weekly, que ela interpreta como uma voz do além, guiando sua missão. quando conhece ariel, se entrega completamente à missão de conquistar seu amor – entrando num tratamento clínico para se tornar a namorada perfeita.

esse livro veio parar na minha lista por tocar num rito de passagem meio sem sentido que eu e muitas amigas já vivemos – o de ser a namorada de alguém pela primeira vez e por ser diferente de tudo que já li na ficção contemporânea. é sem dúvidas o livro mais gen z que já li… (por queeeee li “cum dump” nas primeiras páginas e por que tem caracteres de coração no meio do texto? enfim…) o universo dela é próximo demais ao nosso: os amigos, as cenas, as referências culturais e o menino mais velho que mora com amigos num lugar chamado paradise (#221). que agora é o paraíso real e você foi feita para viver ali com ele. é o seu destino…!

essa história vai ficando cada vez mais absurda e a escrita mais engraçada, se movendo num limbo entre o surreal e o desconforto que já conhecemos, como um coming-of-age descompassado. em certo momento, a jornada dela vira um delírio, um sonho muito mal ajustado (onírico ou sob efeito de ketamina?) e me lembrou valerie and her week of wonders… um fábula sombria. tudo é metáfora e carne ao mesmo tempo.

no fim, terminei o livro estranhamente satisfeita. de algum jeito, tudo fez sentido. ser a melhor namorada do mundo é só mais uma tentativa de se tornar alguém e sophie kemp só nos contou da forma mais esquisita a sua versão desse rito.

#crazy fr #lançamentos 2025 #só tem em inglês </3

i love dick
chris kraus, 1997

não sei exatamente o que é eu amo dick. romance? ensaio? autoficção feminista? obsessão em prosa? talvez tudo isso ao mesmo tempo. o que me convidou a essa leitura foi a premissa de que dick é um homem (real! ele existe) e chris kraus, autora e personagem fica obcecada com ele junto de seu marido.

kraus está num momento de falência criativa e emocional. o casamento virou silêncio, os filmes não saem do papel. até que ela conhece dick – um intelectual qualquer, mais símbolo do que homem – e começa a escrever cartas pra ele (muitas…. obsessivas…. patéticas…. mas também de alguma forma lúcidas.). essas cartas são o início do livro, mas o livro não é sobre dick. é sobre o que acontece quando uma mulher se permite desejar. e ainda mais: quando ela transforma esse desejo em escrita. em método. em arte. 

chris escreve de dentro da própria paixão, sem distância. e isso faz com que o livro tenha uma urgência estranha, imprópria. como se estivesse sendo escrito enquanto acontece. há algo hipnotizante em ver alguém se despedaçar na linguagem enquanto tenta entender o que sentiu. ela fala (muito) de arte, política, literatura, desejo, corpo, trauma e tudo se mistura como num colapso com método. no fim, o que fica não é uma história de amor, mas uma espécie de renascimento intelectual e artístico. o desejo por dick se transforma em algo mais potente: um projeto de escrita, de vida, de afirmação. me senti como se tivesse vendo em tempo real o colapso e a reinvenção de uma mulher.

para mim, o livro propõe usar o outro como espelho pra ver até onde a gente pode ir. mesmo que o espelho não devolva nada… às vezes amar é só uma forma de começar a escrever. 

#colapso #com #método #iloveDICK<3

paixão simples
annie ernoux, 1991

paixão simples é um livro curto, seco, mas que carrega uma intensidade que poucos textos conseguem sustentar até o fim. ernaux escreve sobre uma experiência concreta e comum: se apaixonar por alguém que não está disponível – no caso, um homem casado. mas ela conta isso como quem faz uma confissão: sem ornamentos, sem desculpas, sem se esconder.

a vida dela passa a girar em torno dele. tudo se reorganiza: horários, roupas, a casa, o corpo. qualquer coisa que não envolva essa espera – a ligação, o encontro – se torna uma inconveniência. é uma paixão que não exige reciprocidade, mas presença. e quando essa presença não vem, o dia desaba. há algo de humilhante e hipnótico nessa espera. esperar o telefonema, o toque na porta. usar a paixão como régua do tempo. sair correndo pra comprar calcinhas, cozinhar como distração, limpar a casa pra fingir que não é pra ninguém. ela descreve isso sem glamour e é essa a realidade. 

ernaux fala da paixão como algo que te transforma, que te vira pelo avesso. mas nunca se ilude: o homem em si não importa tanto quanto o que ele desperta. ela sabe que o que viveu não foi exatamente com ele, mas através dele. ele foi o meio, não o fim. e talvez seja essa consciência que a salva da ruína – não há desespero, só a constatação de que o desejo também pode ser uma forma de conhecimento.

a paixão simples é avassaladora e brutal e dolorosa, e te vira ao avesso e te faz agir de uma forma totalmente desconhecida por você mesmo; há um autoconhecimento que você só experiencia quando vive uma relação íntima com alguém.

#transformação #pelo #desejo

espero que tenham gostado! se já leu algum desses ou se alguma coisa te despertou interesse, me conta aqui nos comentários – vou amar muito ler. ❤ bjos!

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